Memórias e curiosidades, 100 anos depois

Monthly Archives: Janeiro 2015

“Cristo das Trincheiras”

antes e depois da ofensiva alemã.

antes e depois da ofensiva alemã.

(…) “No dia 9 de Abril de 1918, sobre aquela planície, caiu uma tempestade de fogo de artilharia, durante horas a fio, que a metralhou, a incendiou e a revolveu. Era a ofensiva da Primavera de 1918 do exército alemão. A povoação de Neuve-Chapelle quase desapareceu do mapa, de tão transformada em escombros. A área ficou juncada de cadáveres e entre estes jaziam 7.500 portugueses da 2ª Divisão do CEP, mortos ou agonizantes (…)
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O Querido Amigo

Cher Amicher_amiTal como se encontra exposto no museu Smithsonian

 Durante a Grande Guerra, as comunicações eram ainda incipientes. O recurso aos pombos correio, foi um lugar comum, utilizado por todos os contendores. Um pombo-correio em particular de nome “Cher Ami”  ficou célebre.

Cher Ami conseguiu efectuar 12 missões, um recorde, em que entregou 12 mensagens importantes no sector americano próximo de Verdun, em França.

Na última missão, “Cher Ami,” foi atingido por fogo inimigo, mas ainda assim conseguiu regressar à base. A mensagem pertencia ao Major Whittlesey do “Lost Battalion” da Divisão de Infantaria 77, O batalhão comandado pelo Major Whittlesey tinha ficado isolado e perdido atrás das linhas do inimigo.

Apenas algumas horas após o recebimento da mensagem, foi possível às forças americanas salvar 194 sobreviventes do batalhão. “Cher Ami” foi agraciado com a “Croix de Guerre” com a Palma pelo seu serviço heróico em Verdun. Ele morreu em 1919, em resultado dos ferimentos recebidos na sua última missão.

Para que não sejam esquecidos

A papoila como símbolo da memória.

A papoila como símbolo da memória.

(…) Jovens que tombaram nos campos de batalha onde nada crescia, à excepção de rubras papoilas. “Nos campos da Flandres crescem papoilas/entre as cruzes que, fila a fila, marcam o nosso lugar (…)”, escreve o médico, narrando a morte em seu redor. O poema termina dizendo: “se trairdes a fé de nós que morremos/Jamais dormiremos, ainda que cresçam papoilas/ Nos campos da Flandres”.

(http://www.publico.pt/mundo/noticia/a-papoila)

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