Memórias e curiosidades, 100 anos depois

Fernando Veríssimo

Super canhão

super canhão

Guarnição Portuguesa

Escavados nas gavetas da memória ou reféns de uma zelosa guardiã, os materiais vão aparecendo – muito lentamente – como se de arqueologia se tratasse. É o caso da imagem que aqui divulgamos, associada ao primeiro-cabo José dos Santos Sampaio [CALP] que se deixou fotografar junto a este super-canhão de 240mm. No verso deste post card pode ler-se;

Challons, 21 de Abril de 1918

[assinado: Sampaio] 

A sua vida dava um livro

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Joaquim Barrão, num carte postale enviado de França [s/data]

Este nosso conterrâneo era um janota. Joaquim Barrão, homem de figura e ao que parece culto, atendendo ao meio e à época, foi um dos militares almeirinenses mobilizado para a front. Pela informação que temos era praça e pertenceu ao Corpo de Artilharia Pesada (CAP). Endereçou a seus “estimados pais” um singular postal de França, fardado e em pose. Terminado o conflito e em consequência do “amor em tempo de guerra” a família perdeu-lhe o rasto, julgando-o até, morto. Ao que se sabe escolheu refazer a vida num país destruído onde tudo havia para fazer. Mais tarde alguém o encontra em Paris e …. a sua vida dava um livro (… ou dois)

Este documento foi estimado e guardado por D. Jesuína Veríssimo, (sua irmã mais nova, já falecida)

 

“Cristo das Trincheiras”

antes e depois da ofensiva alemã.

antes e depois da ofensiva alemã.

(…) “No dia 9 de Abril de 1918, sobre aquela planície, caiu uma tempestade de fogo de artilharia, durante horas a fio, que a metralhou, a incendiou e a revolveu. Era a ofensiva da Primavera de 1918 do exército alemão. A povoação de Neuve-Chapelle quase desapareceu do mapa, de tão transformada em escombros. A área ficou juncada de cadáveres e entre estes jaziam 7.500 portugueses da 2ª Divisão do CEP, mortos ou agonizantes (…)
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Para que não sejam esquecidos

A papoila como símbolo da memória.

A papoila como símbolo da memória.

(…) Jovens que tombaram nos campos de batalha onde nada crescia, à excepção de rubras papoilas. “Nos campos da Flandres crescem papoilas/entre as cruzes que, fila a fila, marcam o nosso lugar (…)”, escreve o médico, narrando a morte em seu redor. O poema termina dizendo: “se trairdes a fé de nós que morremos/Jamais dormiremos, ainda que cresçam papoilas/ Nos campos da Flandres”.

(http://www.publico.pt/mundo/noticia/a-papoila)

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