Memórias e curiosidades, 100 anos depois

Almeirim

Grupo de Metralhadoras

Soldado João Pedro [Grupo de Metralhadoras]

Soldado João Pedro [Grupo de Metralhadoras]

Na lista oficial disponível (e fiável) o único rapaz das metralhadoras, é este que aqui vedes. Não é o melhor documento que o possa atestar pois os “retoques” feitos à velha fotografia afastam-nos – ainda mais – da realidade desses tempos de incerteza, fome e desventura. A freguesia de Benfica do Ribatejo deu, também ela, alguns dos seus valorosos jovens para combaterem nas frentes africana e europeia. Um deles foi o João Pedro.

[Nota: João Pedro fora cunhado de outro antigo combatente, de seu nome, Francisco d’ Oliveira Marneca]

[foto [s/ data] gentilmente cedida por Rita Mesquita]

A namorada francesa

namorada francesa jsantos sampaio 2 dez 1918França, 2 de dezembro de 1918. Após novembro, a paz será cumprida em desfiles de vitória. Para as nações e para os homens, envolvidos neste conflito, que durou mais do que devia, sobrou uma enorme chaga social, a desventura dos que pereceram e a má fortuna dos estropiados. Para os afortunados, ficaram os amores. Foto [s/data] supostamente endereçada ao Cabo José dos Santos Sampaio por uma admiradora francesa.

Querida Tomásia

Manuel da Costa Chaparreiro e Dona Tomásia, sua esposa

Manuel da Costa Chaparreiro e Dona Tomásia, sua esposa

Querida Tomásia….

Era assim que se dirigia à futura noiva que por ele esperava, feitas que estavam juras de amor. Em postal mandado de França a 5 de fevereiro de 1918, Manuel da Costa Chaparreiro (Soldado Condutor, do Regimento de Artilharia nº1) falava de tudo menos da guerra. No anverso do postal de imaginário gaulês [la semaine du permissionnaire] Chaparreiro, tenta traduzir a Tomásia os dias da semana em francês.

O bilhete-postal era, nesta época, uma popular forma de comunicação e apesar de ser proibido escrever [pela União Postal Internacional] no espaço reservado à imagem era frequente introduzirem-se pequenas frases ou palavras que lhes reforçavam o sentido. É o caso deste (aqui num detalhe) que nos foi facultado pela bisneta Ana Neto dos Santos.

 

Matias, o comerciante.

Maurício Matias

Maurício Matias

A história que hoje divulgamos está associada a um dos nossos antigos combatentes. Aqui vai!

Uma das mais completas mercearias do bairro das Milheiras era propriedade de Maurício Matias, também conhecido pela forma particular como tratava a fauna de bêbados que lhe pululavam na taberna. Certo dia, um garoto da rua, depois de lhe ter surripiado uma mão-cheia de alfarroba da saca da forragem, ouviu o velho combatente a dar instruções ao seu empregado.

– Quando medires a feijoca no alqueire de madeira, passas a rasoira assim, e exemplificava, dizendo-lhe nas entrelinhas como devia “puxar para a casa” numa nítida tentativa de lhe incutir “a filosofia da empresa”. Certo é que, por mais que se esforçasse, o jovem marçano não conseguia igualar o patrão não conseguindo dessa forma evitar que a velha cliente levasse o preço justo pelo peso certo.

[foto gentilmente cedida pelo (bisneto) Filipe Cartaxo]

Malta dos canhões

Almeirinenses da arma de Artilharia Pesada

Almeirinenses da arma de Artilharia Pesada

Hoje publicamos um retrato de dois conterrâneos e amigos, ambos almeirinenses e de Artilharia. José dos Santos Sampaio [primeiro-cabo – CAP] (esq.) e Justino Matias Ferreira [soldado – CAP] (dir.). A insígnia no braço esquerdo do dolmen destes militares identifica-os como pertencentes ao Corpo de Artilharia Pesada, tal como a “granada em chama” de latão oxidado que orla a gola.

 

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