Memórias e curiosidades, 100 anos depois

Almeirim

A sua vida dava um livro

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Joaquim Barrão, num carte postale enviado de França [s/data]

Este nosso conterrâneo era um janota. Joaquim Barrão, homem de figura e ao que parece culto, atendendo ao meio e à época, foi um dos militares almeirinenses mobilizado para a front. Pela informação que temos era praça e pertenceu ao Corpo de Artilharia Pesada (CAP). Endereçou a seus “estimados pais” um singular postal de França, fardado e em pose. Terminado o conflito e em consequência do “amor em tempo de guerra” a família perdeu-lhe o rasto, julgando-o até, morto. Ao que se sabe escolheu refazer a vida num país destruído onde tudo havia para fazer. Mais tarde alguém o encontra em Paris e …. a sua vida dava um livro (… ou dois)

Este documento foi estimado e guardado por D. Jesuína Veríssimo, (sua irmã mais nova, já falecida)

 

“Almeirinenses na Grande Guerra”

Paisagem rural da Bélgica - 1917

Paisagem rural da Bélgica – 1917

Este trabalho “Almeirinenses na Grande Guerra”, tem subjacente não a glorificação do acto bélico, mas antes cultivar a memória preservando-a e honrar dessa forma, todos os nossos conterrâneos – mais de uma centena – que naqueles campos frios e húmidos da Flandres, deram o seu melhor para sobreviver aquele horror.

Alguns infelizmente não foram bem sucedidos nesse intento, que talvez tenha sido mais amistoso para os que morreram, do que para os que lhe sobreviveram, como o parecem dizer estas palavras de Erich Maria Remarque, na sua obra “A Oeste nada de novo”:

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Grande Guerra

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Nem todos foram heróis mas, contextualizando a época e perante a inevitabilidade de termos de assegurar as nossas responsabilidades nas colónias ultramarinas, os homens simples que a jovem República mobilizou para este terrível conflito mundial, são dignos do nosso maior apreço. 
O conflito irá ceifar milhares de portugueses, alguns dos quais do concelho de Almeirim. 
Os que tiveram a sorte de regressar ao lugar matricial, gaseados, feridos, ou inadaptados, esforçaram-se para levar uma vida normal. Das suas memórias, pouco mais resta que uma velha fotografia partilhada entre descendentes, uma estela funerária corroída pelo tempo e uma história picaresca misturada com fantasia que nos faz, passados 100 anos, teimar em lembrar.

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