Memórias e curiosidades, 100 anos depois

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O exército de Portugal em imagens!

 

A British Pathé tem um pequena colecção de 11 pequenos filmes sobre o exército português por alturas da Grande Guerra. Este é o tema do artigo que hoje disponibilizamos.  São pequenos excertos que documentam a realidade de um exército pequeno e mal equipado que em breve estaria no cenário de um conflito absolutamente devastador.

Clicando na imagem aqui disponibilizada poderá aceder ao pequeno filme, a imagem final está ligada à pagina onde poderá aceder a todos os 11 pequenos filmes.

1 – O Desembarque de tropas portuguesas sem data nem localização

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2 – Exercícios de Artilharia, sem data nem localização.

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3 – Exercícios de Cavalaria, sem data nem localização.

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Link para os restantes filmes: 04

 

Francisco Pereira

Matias, o comerciante.

Maurício Matias

Maurício Matias

A história que hoje divulgamos está associada a um dos nossos antigos combatentes. Aqui vai!

Uma das mais completas mercearias do bairro das Milheiras era propriedade de Maurício Matias, também conhecido pela forma particular como tratava a fauna de bêbados que lhe pululavam na taberna. Certo dia, um garoto da rua, depois de lhe ter surripiado uma mão-cheia de alfarroba da saca da forragem, ouviu o velho combatente a dar instruções ao seu empregado.

– Quando medires a feijoca no alqueire de madeira, passas a rasoira assim, e exemplificava, dizendo-lhe nas entrelinhas como devia “puxar para a casa” numa nítida tentativa de lhe incutir “a filosofia da empresa”. Certo é que, por mais que se esforçasse, o jovem marçano não conseguia igualar o patrão não conseguindo dessa forma evitar que a velha cliente levasse o preço justo pelo peso certo.

[foto gentilmente cedida pelo (bisneto) Filipe Cartaxo]

O Querido Amigo

Cher Amicher_amiTal como se encontra exposto no museu Smithsonian

 Durante a Grande Guerra, as comunicações eram ainda incipientes. O recurso aos pombos correio, foi um lugar comum, utilizado por todos os contendores. Um pombo-correio em particular de nome “Cher Ami”  ficou célebre.

Cher Ami conseguiu efectuar 12 missões, um recorde, em que entregou 12 mensagens importantes no sector americano próximo de Verdun, em França.

Na última missão, “Cher Ami,” foi atingido por fogo inimigo, mas ainda assim conseguiu regressar à base. A mensagem pertencia ao Major Whittlesey do “Lost Battalion” da Divisão de Infantaria 77, O batalhão comandado pelo Major Whittlesey tinha ficado isolado e perdido atrás das linhas do inimigo.

Apenas algumas horas após o recebimento da mensagem, foi possível às forças americanas salvar 194 sobreviventes do batalhão. “Cher Ami” foi agraciado com a “Croix de Guerre” com a Palma pelo seu serviço heróico em Verdun. Ele morreu em 1919, em resultado dos ferimentos recebidos na sua última missão.

“Almeirinenses na Grande Guerra”

Paisagem rural da Bélgica - 1917

Paisagem rural da Bélgica – 1917

Este trabalho “Almeirinenses na Grande Guerra”, tem subjacente não a glorificação do acto bélico, mas antes cultivar a memória preservando-a e honrar dessa forma, todos os nossos conterrâneos – mais de uma centena – que naqueles campos frios e húmidos da Flandres, deram o seu melhor para sobreviver aquele horror.

Alguns infelizmente não foram bem sucedidos nesse intento, que talvez tenha sido mais amistoso para os que morreram, do que para os que lhe sobreviveram, como o parecem dizer estas palavras de Erich Maria Remarque, na sua obra “A Oeste nada de novo”:

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